+………….Atrocity Exhibition………….+

Arrependido, triste, sozinho, obrigações, zuuummmmmm

Abril 13, 2009 · Deixe um comentário

kawa21

Às vezes tento dar o melhor de mim, e na maioria das vezes acabo mesmo é caindo numa fria. Fiz tudo errado no final de semana. Acho que não fiz nada que alguém vá sorrir por causa disso. Deveria ter sido melhor. Não é o meu caso, mas sempre achei isso e agora tenho certeza que quem julga os outros não é feliz. Acho que devemos ficar mais contentes pelos outros. Lembrei duma frase bonitinha.

Agora a pouco fui comer uma pizza. O garçom parecia puto. Colocou o dedo na minha pizza. Eu vi, agradeci. Sentei e fui comer e comecei a pensar no significado da perpetuação da violência como forma de alívio da própria dor e da insatisfação. Pensei no “dar a outra face”. Nos 33 anos. Nos meus 29 anos. Pensei no platão – não o que é físico. Pensei em tocar uma música e como vale a pena não ganhar dinheiro com isso.

Portuguesa e mussarela. Nem coloquei azeite. Gosto pra caramba de azeite mas tava bom sem também.

Reclamei também por causa do cortiço, mas depois refiz minhas idéias e acho que vale a pena. Não ganho nada se estivesse tudo do jeito que sempre foi. Pensei na distância. No tamanho dos sentimentos. Pensei em escrever porque estou sem jeito pra falar. Será que vale a pena fazer isso ou esperar pra poder falar?

Palavras saindo da boca são maiores.

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Distraídos mas nem tanto…

Abril 7, 2009 · Deixe um comentário

adao_leminskigif1
Às vezes eu fico pensando sobre como alguns temas tem uma época e eles invadem o subconsciente coletivo de uma forma meio simultânea.
Quando estávamos na faculdade, teve o Time dos Monstros e a gente já tava fazendo piadas com o Mussum. Foi como uma ‘corrente de pensamento’ e um monte de gente em outros lugares estava fazendo o mesmo tipo de piada sem ter uma ligação direta e/ou óbvia.
Agora, sexta-feira, eu comprei um livro de tiras do Adão Iturrusgarai. Sábado achei no sebo o livro do Leminski…. HOJE fui tomar café depois do almoço, pego a Folha pra ler e vejo uma tira do ADÃO que ele coloca o LEMINSKI como personagem…..
Isso me deixa pensando: “Caralho……. como isso é possível?”

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My Back Pages

Abril 1, 2009 · Deixe um comentário

Ah, but I was so much older then,
I’m younger than that now…

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00:47_Capítulo 9_pág.65

Abril 1, 2009 · Deixe um comentário

Marquei o Kerouac com o Shakespeare. Numa hora dessas eles estão todos bebendo no mesmo lugar – uns bebem cerveja, outros whisky, uns hidromel… todos estão bebendo. Alguns tem asas, outros escamas e pés de pato. Todos fumam, quase todos fumam, mas todos bebem café!

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Tudo que você queria saber sobre RAQUIANESTESIA mas tinha medo de perguntar!

Dezembro 1, 2008 · 2 Comentários

Uns tempos atrás tive de passar por uma pequena cirurgia. Era algo simples e que eu não fiquei nem um pouco preocupado sobre ela em si – o que me deixava receoso na verdade era a anestesia que eu ia tomar.

A tal anestesia que me deixou cabreiro era a Raquianestesia. Ela é aplicada nas costas, bem dentro da coluna, e deixa insensível da cintura pra baixo. A anestesia em si é bem eficaz – não deixa você sentir absolutamente nada. Podem estar te cerrando ao meio que você não vai perceber – e isso é bom (não sentir nada.. não ser cerrado)!

Você acha muita coisa sobre como ela funciona na internet – Wikipedia, Anestesiologia.com.br, … – mas a maioria dá a visão de como ela é aplicada, funciona e possíveis efeitos colaterais, mas de um modo mais técnico. Difícil achar fontes de pessoas que tomaram uma dessas e escreveram como foi o resultado. Por que isso? Será que todos morreram? Não… ainda bem que não, e eu estou aqui escrevendo porque não morri, não fiquei com nenhuma sequela permanente e estou (ainda mais) pronto pra passar por outra se algum dia for preciso. Por causa disso, dessa dificuldade de encontrar testemunhos para acalmar um pouco quem vai passar por isso e está ansioso, como eu estava, vou dizer aqui como que é o processo e os cuidados pra se tomar uma dessas.

Primeira coisa a ter em mente é a preparação. Para que você não tenha nenhum problema é importante um jejum *total* de pelo menos 12 horas. Eu fiquei umas 15 horas sem comer, mas porque minha cirurgia atrasou um pouquinho. O *total* que enfatizei significa não comer e não beber nada! Nem água… nada nada nada. Isso acho que é para qualquer anestesia (menos as locais). Uma vez tomei uma geral quando era criança para colocar um osso no lugar, e quando acordei vomitei muito. Portanto, lembre-se disso: Não comer ou beber nada nas 12 horas que antecedem a anestesia.

*IMPORTANTE* – procure ir no banheiro esvaziar a bexiga antes de tomar a anestesia. A raquianestesia ‘trava’ a saída da bexiga, e é bem difícil de conseguir urinar enquanto ela está fazendo efeito. Se sua bexiga ficar doendo antes de você conseguir urinar sozinho, irão introduzir uma sonda pela sua uretra pra poder liberar a passagem. Não se preocupe que isso também não dói… você fica aliviado e não sente o caninho que entrou pela uretra. Mas mesmo assim – eu acho que é melhor tentar ir pra cirurgia com a bexiga vazia e depois ir no banheiro normalmente quando o efeito passar.

Ok. Estamos em jejum por pelo menos 12 horas. Nos botaram na maca deitados e vamos sendo empurrados pra sala de cirurgia! É uma sensação esquisita te levarem empurrado numa maca pro centro cirúrgico, mas é assim mesmo. Você, mesmo que esteja bem, não chega lá andando e deita onde vai fazer a cirurgia. Chegando lá eles te transferem da maca pra mesa de cirurgia e começam os preparativos. O médico chega, dá um alô, bate um papinho pra descontrair e daí chega o anestesista. Primeira coisa eles te colocam um soro na veia. Depois de colocado o soro, eles aplicam dentro do caninho dele um remédio que te deixa bêbado. Daí depois disso você acompanha as coisas meio grogue.

Após te deixarem zonzo, o levantam de lado e aplicam a anestesia. Nesse momento você não sente absolutamente nada. Não sei se te dão uma anestesia local antes da anestesia no mesmo lugar onde eles vão aplicar ela ou se já dão a raqui direto. Eu sinceramente não lembro dessa parte. Tinha hora que eu tentava falar e não conseguia direito… é realmente uma sensação de ficar bêbado. Depois de aplicada a anestesia então você percebe que não está mais sentindo do umbigo pra baixo.

*DIZEM QUE* – a raquianestesia tem como efeito colateral uma dor de cabeça que ocorre porque vaza um pouco do líquido de dentro da coluna pelo buraco onde aplicam a anestesia. Por isso, recomenda-se que evite ficar levantando a cabeça ou mexendo. Se estiver curioso e quiser ver espiando, tente fazer isso apenas movendo os olhos. Não erga a cabeça ou fique virando ela. Evite movimentos. Mesmo que seja boato, evite… a não ser que seu médico diga que não tem problema…. confie mais nele que nos boatos.

O interessante sobre não sentir as partes de baixo é que não é uma sensação estranha. Pensei que seria algo esquisito como se tivesse sido decepado, mas não é isso. Na sua cabeça é como se estivesse tudo normal, mas se você tocar na sua perna você não vai sentir nada. Nos seus sentidos, é como se as suas pernas estivessem todo o tempo na mesma posição que você sentiu elas por último. Fica essa sensação ‘congelada’ no cérebro. Podem jogar suas pernas de lado, abaixar elas, torcer… não importa. É como se elas estivessem no mesmo lugar de quando você deixou elas da última vez.

Tá. Depois de feito o que deve ser feito, te colocam de volta na maca e levam você pra um lugar de recuperação. Você fica por lá até a anestesia começar a passar. Nesse meio tempo ficam medindo sua pressão arterial e monitorando os batimentos constantemente. Deve dar entre uma e duas horas o tempo que você fica lá, esperando pra voltar pro quarto. Quando você começa a recuperar os movimentos, aí sim te levam de volta para o quarto…

De volta ao quarto vão te colocar mais soro, medicação e tudo mais. A anestesia vai passando. Você começa a conseguir mexer as pernas e aos poucos, bem aos poucos, vai recuperando a sensibilidade. A última parte que parece acordar mesmo é a bexiga. Mesmo depois de estar se movendo parece que a bexiga se recusa a funcionar e deixar a urina sair. Se não estiver aguentando, avise as enfermeiras e te introduzirão uma sonda pra você conseguir – mas melhor se você conseguir se esvaziar sozinho. Se não tiver problema pra você, urine deitado ainda se o efeito da anestesia não acabou de passar. Caso queira ficar em pé primeiro sente na cama e fique um pouco nessa posição. Se você se levantar de repente pode dar tontura! Eu me levantei mesmo com as pernas meio bambas ainda e não deu outra – tive de voltar pra cama rapidinho porque minha visão foi escurecendo e bateu a tontura. Na segunda tentativa eu me sentei na cama, fiquei lá um pouco e daí depois sim me levantei. Aí sim consegui ir ao banheiro, ficar em pé e tudo mais.

Depois disso você ainda fica internado para observação. Durante a sua estada, procure beber água! BEBA ÁGUA!!! Lembram que eu disse que te dão um remédio que te deixa meio bêbado… então… se você não beber água também você fica de RESSACA. Um dos motivos da dor de cabeça causada pela raquianestesia é desidratação. Como você fica tomando soro na veia, não dá sede nem fome, acontece que se você não bebe água você desidrata, mesmo com o soro.

Caso mesmo depois desses cuidados todos você continuar com dor de cabeça, avise seu médico. Eu não avisei, deixei passar sozinho – demorou 4 dias pra passar completamente – mas ele me disse que a dor de cabeça passa se você tomar um soro com corticóide no pronto socorro. Eu recomendo que, caso sinta dor de cabeça, avise seu médico ao invés de ser um cabeça dura e ficar sofrendo à toa. A dor de cabeça começou quase dois dias depois de eu ter tomado a anestesia e só foi passar completamente uns 6 dias depois que começou… no último dia só doía quando eu balançava, mas mesmo assim depois desses 4 dias, mesmo sem dor, fiquei meio “aéreo” por uns 2 dias. Lá pro segundo dia da dor de cabeça fiquei com medo de que ficaria com essa sequela pra sempre, mas ainda bem que passou sem maiores problemas…

Resumindo a experiência em tópicos:

1. Jejum de comida e líquidos por 12 horas
2. Tente ir no banheiro pouco tempo antes da cirurgia para não sentir vontade de urinar tão cedo.
3. Depois de tomar a anestesia, evite mexer a cabeça, não sei se é verdade isso, mas não custa nada evitar.
4. Antes de se levantar (se você puder se levantar) fique um bom tempo sentado, depois fique em pé perto da cama. Não saia andando pra não ficar com tontura.
5. Procure beber água para reidratar depois que passar o efeito da anestesia para evitar a ‘ressaca’.
6. Caso dê dor de cabeça, avise seu médico. No pior dos casos você vai passar entre 3 e 7 dias com enxaqueca.

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Opinião de expert sobre o mercado de opções

Outubro 14, 2008 · Deixe um comentário

Não é à toa que o cara é o Príncipe de Etérnia…. sua sabedoria transcende a nossa limitada visão de reles mortais!


Se não funcionar aqui, assista no YouTube!

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Recurso de Multas

Outubro 9, 2008 · Deixe um comentário

Inverno é uma época foda de acordar cedo. A preguiça é grande e sempre acabo ficando aqueles “5 minutinhos” a mais na cama antes de me levantar. É de lei.

Acontece que, esses 5 minutinhos a mais, durante 1 mês, no dia de rodízio do carro, pode causar um pequeno rombo no orçamento – e pontos à rodo na CNH. Esses tempos atrás recebi váaaarias cartinhas do DETRAN de São Paulo com fotos pra todo o gosto do fiestinha… daria pra fazer um book fotográfico. Como que chegou a esse ponto? É o seguinte, toda multa que era emitida ia para os Correios, que estavam em greve e então as multas nunca chegavam. Eu, me achando bonitão, fui abusando dos “5 minutinhos” e toda semana perdia a hora. Quando o Correio voltou da greve recebi um spam de multas. Uma multa pra cada semana de junho, apontado a tal infração “574 Transitar Local/horario Nao Permitido (ART 187, I )”. Cada um desses papeizinhos custam exatos R$ 85,11 – além de 4 estrelinhas na CNH. Parafraseando a lenda viva, Monstrinho: “É tristi… tristíssimo!”.

Acontece que, numa dessas conversas de bar acabei legalizando minha situção de mal-feitor do trânsito e digníssimo Tigrão me alertou com a seguinte dica: “Opa! Se demorou mais de 30 dias pra chegar você pode recorrer pra cancelar a multa!”. Meu zóinho briou e vamos ao Goooooogle procurar alguma coisa sobre isso. Realmente, achei outras pessoas falando a mesma coisa, mas, como sempre, a Lei que (Artigo 281 do Códito de Trânsito Brasileiro) enrola um monte e os leigos bóiam, e nunca sabem se estão certos ou errados. No meu entendimento a multa pode ser invalidade se for EMITIDA com tempo acima de 30 dias, não interessando a data que você recebeu ela, desde que receba.

Acontece que o tempo para fazer a indicação do motorista infrator na multa é também de 30 dias. Ou seja, se a notificação chega com mais de 30 dias você fica impedido de indicar o motorista correto e o dono do veículo “chupa” todos os pontos. Amparado por esse prazo ter extrapolado e eu ter sentado na buneca sem direito de dividir esse fardo, vou tentar uma apelação ao diginíssimo dotô (sic) Presidente da Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI) pra limpá a minha barra. Senão eu si fú. Essas multas todas + uma de excesso de velocidade = cursinho de 30 dias no DETRAN. :P

Se servir de ajuda a alguém na mesma situação que eu, procurando informações e modelos para recursos de multas, aqui vão alguns links que descolei navegando por aí:

Modelos de Recursos de Multas
Multas, Recursos de Multas, Modelos e Exemplos
Mais Modelos de Recursos de Multas
Fórum 4×4 Brasil

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600km de Refluxos e Insônia – Uma Tragédia em 3 Atos (Parte III)

Outubro 3, 2008 · 1 Comentário

Terceira e última parte da viagem. Agora faltava pouco. Já estávamos no Paraná, embora ainda faltassem uns 150 quilômetros a serem percorridos até nosso destino final. Em certo momento da viagem, nos bancos atrás de nós, uma mulher perguntou para a pessoa que estava ao lado dela:

- Será que vai demorar muito ainda pra próxima parada?

- Ah, falta sim. Respondeu o acompanhante dela. E realmente faltava. A próxima parada seria só na rodoviária de alguma cidade agora. Faltava pelo menos 60 quilômetros para chegarmos a Londrina, mas o ônibus nem pararia lá.  Pararia apenas em Mandaguari.

Logo depois de escutar essa afirmativa a mulher curvou-se para frente e emitiu um ruidoso som gutural e começou a expelir um líquido de cheiro azedo de dentro de suas entranhas! Ela estava sentada logo atrás da garota que estava ao meu lado, que estava dormindo com o banco reclinado! Num momento de alerta  puxei ela para frente para que não fosse vitimada pelo ataque da gosma infernal! Ela acordou assustada enquanto escutava o urro primal que ressoava alguns centímetros atrás dela. Logo após, voltamos nossos bancos para a posição vertical antes que os encostos se transformassem em escoadores para o muco purulento.

Desse momento em diante nossa viagem se transformou num desafio de paciência. A mulher não ficava mais 20 minutos sem começar a vomitar. Ela agora estava com um saco plástico onde ia depositando o produto de seu mal estar. O cheiro se espalhava da fileira anterior e passava por nós enquanto se espalhava por todo o ônibus. Ofereceram comprimidos, água, bolachas, chás,… mas ela não aceitou nada e continuou dessa maneira. O tempo passava e o mal cheiro não diminuia. O ar condicionado fazia o fedor circular por todo lugar infestando tudo com o cheiro desagradável.

Assim foi. Ninguém mais dormiu e o dia foi amanhecendo enquanto chegávamos à Maringá. Quando estávamos há alguns quilômetros da rodoviária a passageira que estava passando mal já se levantou e ficou de prontidão à porta do carro. Logo que encostamos ela desceu e todos formaram fila atrás dela. Quando me levantei para sair pude reparar num pequeno detalhe: todos os sacos em que a maldita vomitou estavam pendurados nas costas de nossos bancos! Não sei se ela pretendia guardar como recordação aquilo, pois não teve a manha de ir jogar fora no banheiro a cada vez que enchia algum saquinho… Ainda por cima deixou como companhia para quem fosse continuar a viagem até outra cidade, que seria o destino final do ônibus.

Enfim, depois disso ainda encarei outro ônibus da rodoviária até minha casa. Nesse, felizmente, as pessoas não estavam passando mal e nem fedendo. Apenas eu acho que não estava cheirando muito bem depois de 2 horas exposto ao vapor daquele muco regurgitado preso às minhas costas. Sem dúvida, uma viagem inesquecível.

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600km de Refluxos e Insônia – Uma Tragédia em 3 Atos (Parte II)

Outubro 2, 2008 · 2 Comentários

O carro começa a andar e então eu me ajeito da melhor maneira possível, dada as condições precárias em que me encontrava, e continuamos a conversar por mais um tempo. Depois de alguns quilômeros já andados resolvemos tentar dormir. Eu pego o fone do celular e começo a escutar música. Pra essa viagem eu havia feito uma boa seleção: os onipresentes Benefit do Jethro Tull, Cease to Begin do Band of Horses, Baby81 do BRMC, Watershed do Opeth, Like Gods of the Sun do My Dying Bride, Moons and Mushrooms do Lake of Tears, Roots and Echoes do The Coral, Songs in A&E do Spiritualized, e Vanguart - e mergulhei por paisagens sonoras criadas pela minha mente, buscando algum escapismo e topor enquanto minhas pernas estavam praticamente imóveis e presas pelo banco da frente.

Desse jeito a viagem transcorreu até a primeira parada programada num posto de conveniência na estrada. Saímos para fazer um lanche. Ficamos lá papeando e quando notamos já haviam chamado os passageiros para embarque. Quando entramos percebemos que éramos os últimos e todos já estavam esperando só os dois belezuras voltarem pra seguir viagem. Nos acomodamos nas nossas poltronas, de novo minhas pernas foram espremidas e fui me posicionando para diminuir o desconforto. O pior é que eu não podia me mover nem um pouquinho – virar de lado ou cruzar as pernas estava fora de questão. Nessas condições continuamos a singrar o asfalto noite adentro.

Continuamos a viagem e eu continuava acordado. Nessas horas estava todo mundo dormindo, inclusive um senhor bem gordo sentado do outro lado do corredor que roncava estrondosamente. Aí que eu não conseguia dormir mesmo. Tentava até com certo esforço – às vezes conseguia entrar em algum estado que a minha consciência ia se esvaindo e quase conseguia enxergar cores nos pensamentos que passavam por minha cabeça – mas nunca durava muito tempo e eu só me sentia meio perdido. Em um momento acredito que consegui dar uma cochilada, mais ou menos uma hora, mas aí chegamos na outra parada. Novamente desci do ônibus mas só bebi uma água e respirei fundo. Não nos atrasamos pra saída e tudo correu dentro da normalidade. De volta à bordo, mesmo ritual da cadeira esmagando as pernas, ficar se ajeitando pra diminuir o desconforto e vamos escutando música estrada afora.

Parte III >>
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53rd and 3rd – You are the one they never pick!

Setembro 26, 2008 · Deixe um comentário

Hoje descobri um negócio legal no Google Maps – o Street View! Você clica no botão ‘Street View’ que aparece em cima do mapa, daí aparece um bonequinho amarelo no mapa – que é ‘você’. Arraste o bonequinho amarelo pro lugar que você quer ver e pronto, você vê a rua como se fosse o bonequinho! Eu tô fazendo um monte de ‘turismo virtual’ aqui! Pena que acho que esse recurso só esteja disponível pra uma cidade ou outra. Eu consegui ver Nova York, mas depois vou fuçar com mais calma! Quem sabe Londres e Paris estejam disponíveis também.

Num desses passeios eu acabei passando pela esquina da 53a com a 3a. Essa pra mim é uma das grandes atrações turísticas do rock - a esquina do Dee Dee Ramone (RIP), onde ele ficava fazendo ponto e ninguém pegava ele pra fazer programa. Dee Dee na minha opinião era o mais bizarro de todos os Ramones. Não que o Johnny e o Joey fossem pessoas equilibradas e normais também, mas esse cara era a podridão total. Azulivre. Foi o único Ramone que morreu de overdose – coisa cada vez mais rara hoje em dia.

E em breve mais endereços legais pra conhecer via internet! Go go go!

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